EASY MUNDI - Atitudes Humanistas

 

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DROGAS
 
As drogas se iniciam nas lacunas da estrutura humana. Falta, aos jovens, um envolvimento  maior com emoções boas.

As drogas só entram como modismo na vida dos mais fragilizados. É exatamente por isso que elas seguem muito mais a vulnerabilidade da adolescência.

 

É nessa época que os elos mais próximos se quebram: as incompreensões ficam mais evidentes. Os encontros passam mais pelas tensões e menos pelas compreensões.


Então, as propostas inocentes para nos separarem da realidade, são convidativas.


O circo emocional fica montado perto das escolas, nas boates, nos lugares de desocupação real. Os convites são sedutores.

 

As vítimas são aquelas que estão muito mais perto da desocupação. E, quanto menos ocupados, mais frágeis.


Os valores não são lastreados em coisas concretas. Os jovens necessitam de coisas concretas. Os pais se traumatizam por pouco. São ausentes. E a disciplina mínima não existe.


As sociedades, de per si, se encontram amorais nas suas estruturadas filosóficas. Os mais velhos e experientes não valorizam as coisas pequenas. Andam ansiosos atrás das coisas grandes. Dinheiro grande, felicidade grande e tempo disponível ainda maior. Bons lucros $, bons relacionamentos $, bons resultados a curto prazo $, corrupção de princípios $, facilidade com crimes éticos $, imposturas morais $, vantagens mil $ ...


Os mais velhos e mais experientes produzem o estresse da insatisfação. Depois disso, eles esperam o quê?

 

Numa envoltória bem maior, esses adultos não estão aqui; exatamente  por que o sonho deles é estar longe. É estar longe do inferno que eles mesmo criam.


E quem está longe não tem chance de amar. Não se emociona com a chance dos experimentos menores. Solução: drogas ou morte certa.


Os adultos são caretas por que não estão nem aí. São falsos demais. Só têm carcaça. Não permitem um lugar no coração para conquistas pueris. Investem muitas emoções na hipocrisia.

 

Quem está longe perde os vínculos com a crença que está dentro de si. Perde o humor. O prazer pela ocupação. Vai para o trabalho de castigo. As suas finanças não são conseqüência , são objetivo de sangue.


As drogas entram pela janela dessa ausência. E quem é ausente, mesmo perto, é covarde, é prepotente, é arrogante.


Então, os grupos mais jovens não se embasam. Eles se aglutinam pelas fragilidades. Têm medo de ser diferentes. Ser diferente é ridículo.

 

Eles não têm chance de ganhar fundamentos com os mais experientes. Logo, não gostam das suas diferenças. As suas particularidades lhes assustam. Só não se assustam quando estão juntos, em manada.


É exatamente por isso que eles vestem a mesma moda, disputam as mesmas marcas, comem o mesmo fast-food, ouvem as mesmas músicas, têm os mesmos ídolos.
Aí, ser diferente dos demais, é ser careta. E quem é careta é descriminado, muito mais do que pela cor da pele, do que pela condição financeira. Mas, se entrar na parada, não será descriminado.


Desse modo, para se trabalharem os indivíduos das gerações novas, teremos que trabalhar o grupo. É por isso que tudo terá que vir pelos esportes coletivos, pela música, pela dança, pelas artes cênicas, ...

 

Se você desejar um jovem seguro, trate de deixar o grupo a que ele pertence, seguro.


Por exemplo: uma criança tem 5 anos !!! e deseja fazer uma horta orgânica em casa (com os pais ou os seus avós) e quer levar para a sua turma, na escola, alguns frutos do seu trabalho. Quando chegar na escola com os tomates ou os rabanetes, ela vai ser ridicularizada. Todos ficam rindo de mim.

 

No seguimento de uma ocupação grupal, onde todos se sentirão iguais (sem grandes diferenças); se a professora organizar alguns trabalhos de germinação in vitro, essa ação será muito fácil de aceitar. O mesmo acontecerá com as ações de preservação ambiental, cuidar do jardim da escola ou aproveitamento de sucata.


Qualquer iniciativa pessoal, esta sim, vai ficar sujeita ao julgamento do crivo social dos iguais. Então, como alguns diferentes, dão mais trabalho do que uma turma inteira, a escola suporta muito mais os iguais, nivela, desestimula as diferenças.


Assim sendo, os mais experimentados precisam construir relacionamentos bem mais perto dos jovens inseguros. Essa chance possibilitará uma constante reavaliação de valores.

 

As TI também trazem enormes oportunidades de reaproximação das experiências, mas não trazem tanto a qualificação do conteúdo. Muitas das liberdades disponibilizadas seguem nitidamente um curso criminoso. A Internet está aí cheia de crimes.


Essas liberdades, sem permutas práticas, não levam a muito bom lugar. Os mais novos são impossibilitados de agir pelo que sabem. Os excessos teóricos, sem escoamentos, provocam impotências impactantes: conduzem ao cansaço e à inversão de valores.


Os mais velhos, e a mídia, sempre vendem um modismo destemperado. Tudo para calcular o faturamento. É daí que resulta a estrutura das aparências (vide Anorexia em jovenzinhas modelos). É a criação de um monte de conceitos sobre premissas falsas.


Os experimentados nunca estão com tempo para auto-críticas. A velocidade na sua free-way não permite ver as margens. O que se passou, quase não vira história; não é patrimônio. É inútil. É descartável. Se for necessário tentar de novo, não importa cometer os erros velhos.

 

Então, para quê questionar o que se pensa?  Se amanhã já é ontem?; como se construíssemos uma afirmação pelo avesso. Solução: ou Drogas ou morte certa.


Já não é mais doce sentir pena de crianças sofridas. Estarem apenas com o osso na Etiópia não faz a menor diferença. É o despertar do desamor.


Os indolentes experimentados, preguiçosos e ridículos, entregam os seus filhos para a Prússia. Daí, vão sair os empregados (carne de açougue), os funcionários (a casta) ou os miseráveis que dormem nas estações do Metrô do Mundo.

 

Esses miseráveis apanham as moedas daqueles que se distraem para não querer ver. O modelito é exatamente o mesmo: os mais velhos viram as costas para o mundo dos mais novos. Essa é a forja dos marginalizados emocionais. É a matéria prima dos maus mercadores que lhes vendem a solução.


É exatamente nesse espaço geográfico que temos que ser panfletários e revolucionários; ao invés de ficarmos dedicando sabedoria mental a comunidades virtuais reprodutoras dos mesmo vícios humanóides, iguais aos avatares sem corpo... É O RIDÍCULO dos preguiçosos, dos refugiados, dos levantadores de pipa!


As revoltas têm que passar pelo âmago das filosofias e do pensamento. O que não pode é provocar revoltas à francesa na periferia de Pais para se forçarem os governos provisórios do Estado a conservarem empregados privilegiados ad eternum ...


Ou então a revolta inocente dos religiosos de Miamar que encostaram o pescoço, de graça, na ponta das baionetas daqueles generais sem lei e sem piedade...

 

Ou os revoltosos românticos da Alcaida que misturam sangue de inocentes com bombas, para que a vida deles fique mais doce no seu cativeiro celestial.


Você, então, pode concluir, no seu dia a dia, se quiser, que aquilo que devia ser pensado e questionado não tem assim tanta gente querendo perceber. Pensar dá coceira ..., faz cair o cabelo... Talvez seja melhor entregar o pescoço, inocentemente. Se for bem devagar, não dá pra sentir...


Aí, no dia em que eu me aposentar, finalmente, vou deixar de fazer qualquer coisa! Eu só não sei bem onde vou encontrar uma lixeira... Eu preciso jogar fora tudo aquilo que aprendi durante a vida.

 

Ou seja, o velho, o usado, o experimentado, o passado, quando devia passar a fazer parte de outros sonhos novos...; vai tudo parar na lixeira! E, muitos desses valores que deveriam ficar em aberto, viram sucata repugnante: mas é lógico!; esses velhos não andaram a vida inteira segregando os mais novos!; os mais inexperientes!


Desse jeito, vai ficando tudo igual. A formação-imposta continua descartável, mas, para o bem ou para o mal, tem que seguir o rito prussiano. A Informação X Formação, focada nas diferenças, não tem chance NO SISTEMA de substituir o escravismo cultural.


Para isso, cada um de nós tem que reconhecer que ser burro não vale à pena, dá náusea, dá vômito. Essa via de substituição da Formação pela Informação, tem que ser igual ao lucro-financeiro-bom. Tem que ser conseqüência. Tem que abrir oportunidades bem próximas dos bens intelectuais e da ação.

A escola prussiano-ocidental não tem escoador de tensões. Ou seja, a ação só terá vez depois de se ter engolido uma biblioteca inteira durante 10 ou 15 anos. !!! (seguidos!!!).


Informação pelo rito subliminar, nada! Mais atrações e menos repulsas, nada! Deixar de ser onerosa para ser curiosidade, nada! Deixar de nivelar para potencializar, nada!


Persiste-se em fornecer Formação convencional, que dá no saco ... Falta coragem para substituir a Engenharia (exata), pela Evolução, que pressupõe o erro-novo, o santo erro. Os novos de hoje têm que continuar engolindo uma biblioteca inteira para se candidatarem ao treinamento. Depois, engolirem uma estrada inteira para se candidatarem a uma vaga.

 

A escola está 200 anos atrasada. As empresas foram e a escola ficou. A escola só oferece fundamento  ao Estado-hipócrita e aos governos-provisórios. Hoje, só à família é reservado o papel indutor. Se a família falha, aos novos não sobra nenhuma chance, ou DROGAS ou mortos vivos. Só esperança; igual àquela dos subúrbios de Paris: não deu em nada... A força e a destruição não dão em nada!

 

A escola oprime mais do que libera. A escola ensina muito mais do que aprende. Quem sabe faz. Quem não sabe ensina. O ônus individual é muito grande. O indivíduo ou cede ou morre afogado; ou ele reproduz o status quo ou é alijado.


Nós todos sabemos que as tendências , os modismos, os preconceitos, os estereótipos, os paradigmas, apenas geram freios na dinâmica do pensamento. Os mais novos e inexperientes acabam anestesiados com uma quebra de poder crítico. O poder crítico é esmagado até não respirar mais. Solução: ou Drogas ou morte certa.


Os novos, os inexperientes, podem até  se formar mas não conectam um universo a revolucionar. Não aglutinam um somatório de variáveis que levem à transformação do pensamento estrutural. Eles estão ali para serem escravos. Mas não estão ali para serem reis...

 

Você e eu já sabemos que a massa dos preconceitos e atavismos, conduz o pensamento à prisão. Se eu tenho a minha capacidade de pensar aprisionada, é claro que quebrarei o meu poder reavaliador.


Entretanto, as maiorias ditam as regras, as normas, as leis. Mas as maiorias são fáceis de conseguir: é Democrático! É só gastar fábulas de dinheiro nos meios de comunicação vendendo a minha imagem, direta e indiretamente. Eu serei reeleito.


Desse modo, o questionamento no homem já está sendo carregado ou aparelhado com um certo conformismo. Então, o DNA se altera e a DROGA pode se tornar o Elixir.

 

Essa clausura mental me leva a qualquer tipo de Droga. E, quem me tira dela, é a minha estrutura do poder crítico. Nada mais.


Se não ocorrer a conexão dos novos com os pensamentos e as experiências velhas, é dedutível que eu vou me incapacitar de produzir o humor feliz. E se não tenho humor feliz, é lógico que vou emitir sinais de que estou disponível para ser o próximo prisioneiro do Elixir.

 


O Mau Mercador é aquele que dedica o seu tempo útil a escutar  os sinais que eu emito e logo me vão causar dependência química ad eternum. E, por conveniência temporal, logo em seguida, nós todos vamos chamar essa paranóia uma doença de dependência química.


Aí, quanto mais aprisionamentos intelectuais, maior será o desamor, o desfavor e maior será a colheita do Mau Mercador que ajudará a transformar bons seres humanos em lixo ou em esterco.

 

Desse modo, quando eu já me encontro nas minhas viagens esotéricas (e enjaulado) passo às relações despudoradas que me cerceiam as chances à liberdade de escolha. É, então, o grupo que decide por mim, no acesso a qualquer tipo de droga.


O grupo se apresenta sem rosto e o Mau Mercador passa ao anonimato. Vira um cara-de-pau. Me joga num futuro cheio de luzes e some do meu tempo real. Eu nunca vou saber quando ele está comigo, do meu lado, me alimentando ou me sonegando.


O Mau Mercador e o grupo fazem de mim um excluído vivo, um vaga-lume sem  asas. Se eu quiser reencontrá-los, somente com a mão estendida com ouro e através das minhas grades emocionais. Esses entes do domínio anônimo desaparecem no trânsito. Eles só vendem fios de esperança e se envolvem numa penumbra. São parasitas de tronco de árvore ou de couro de boi, quanto mais sacode mais se agarram. Solução: ou procuro por Drogas ou morte certa.

 

Os liames abrangentes não mais me aconchegam. O grupo estreito me esteriliza. As falsas portas se abrem. Entro por elas e na viagem contemplo todas aquelas que me foram fechadas. Essas falsas portas me viabilizam um vazio definitivo. Incendeio, roubo, cheiro, consumo, destruo e não me vejo.


E o vazio nem é maior nem menor, é interior. É uma conseqüência sem causa. É uma estupidez que exclui o bem e o mal. É angústia. É um peso que verga.


Aí, a síndrome dessa luz opaca, ganha o status de doença que sempre é prognosticada à posteriori. A preguiça da sociedade pelo reconhecimento é endêmica. Se é doença, a sociedade já está desculpada. Salvou-se o geral e fodeu-se o particular. O esquema é salvar as aparências gerais.

 

 

Ninguém discute mais que essa endemia se plantou primeiro no meu habitat e só depois na minha mente. Eu sei que sou produto do meio, que apodreceu antes de mim. E, dái? Está tudo certo!


Mas o projeto era ao contrário. Em tese, eu teria que mudar e a merda à minha volta teria que permanecer intocável. Tudo intacto, invicto e podre. E o mau cheiro? O mau cheiro o céu espanta.

 

Então, às favas com as essências! Salvem-se as aparências. Às favas com as tentativas novas! Às favas o aprendizado prático e os santos erros! Às favas saber esperar os inexperientes!

 

Tudo está encenado para que a culpa indecente seja só minha e da minha doença química. A culpa tem que ser da inocência. Eu ainda sei pouco viver e vou continuar sem saber. Os mais experientes passam depressa por mim. São iguais a cavalos alados. Quem fica é o resto.


O meu destino está previamente traçado. Eu já não posso plantar nenhuma oportunidade na minha sorte. Sou o único responsável pela minha doença, que já estava escrita. E o médico só cura doenças instaladas! Ele não cura o meu habitat.

 

Ninguém fabrica vacinas para a tendência que o grupo e o Mau Mercador projetaram para mim. Assim, como é que eu um dia vou ter acesso de novo ao meu livre arbítrio e às vacinas? Dá a impressão que a doença previamente já era para mim.

 


Um pouco antes dessa doença, ser minha, não era de ninguém. E, como eu não tinha os mais experimentados me apoiando, não tinha família, nem médico preventivo, nem sacerdote, o Mau Mercador se apresentou. Não tinha outro.


Como todos foram absolutamente inocentes trataram de lavar as mãos e dizer aos quatro ventos que eu já era doente. Doente porra nenhuma! Esqueceram de reconhecer que a DROGA tinha começado na minha envoltória; nas fronteiras abertas do meu país; na família que me deu algum dinheiro mas desconheceu a minha necessidade por tentativas.

 


Tentativas para mim não havia. Eu já estava Formado. Quem está formado tem a obrigação de saber tudo. A hipocrisia manda você pra vida ou para a P.Q.P.


As sociedades estão fabricando o próprio inferno. Elas não estão conseguindo abrir espaços para se descalçar. Quem tira os sapatos lustrados de couro de jacaré, já fica simples! Já não precisa mais de escada pra ficar por cima dos outros! Fica vulnerável! E se fica vulnerável fica inexperiente, fica novo tentando andar.

 

Então, meu caro, tire o paletó engomado, tire as jóias e o relógio de ouro e largue o carro num estacionamento bem longe de (você) e ande meio despido de preconceitos, de horrores e defesas prévias. Vá sozinho carregando a sua pele. Por certo você vai ter muito mais gente moça lhe acompanhando.


Se estiver leve, você vai carregar apenas a sua inteligência, sem um destino pré-traçado. Não se atormente. De chinelos ninguém lhe rouba. Os necessitados só assaltam os estereótipos. Ao, contrário, não se assuste, alguns jovens vão lhe parar, para lhe oferecer ajuda. Agora você não está mais carregando os mistérios, os medos e o poder. Você está sem brakes e sem bunkers. Para um ser humano novo as faixas etárias desaparecerão.

 

Oh! Drogas, Drogas!..., foi exatamente esse meu habitat hipócrita e perverso que as plantou em mim. E, como a doença da vulnerabilidade vem antes, o seu cheiro é pior que o da Droga. Foi com esse cheiro que envolveram a minha Desocupação institucionalizada, desde a minha idade infantil.


Eu realmente não estava doente, mas estava sendo permanentemente adoecido. Ninguém percebeu que eu não tinha um jardim para cuidar, bicicleta com um mundo aberto para pedalar, nem dois pais com quem dividir...,

 


... todos, à minha volta, fizeram de mim um barco. Construíram uma lacuna. Me tiraram o direito de ajudar a construir o meu destino.


O Mundo não está mais oferecendo a chance ao meio termo. É como o filme Advogado do Diabo: Você vai se consumindo até se matar. Os meus morcegos não comem mais apenas insetos. Eles comem a minha alma, até durante o dia!...


Solução: ou drogas (ou morra aí parado de infecção)... e que os mais experimentados voltem o seu olhar para aqueles que estão chegando...

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